Rainha Christina da Suécia - a Rainha Andrógena!

Christina I da Suécia

(Kristina) (Estocolmo, 8 de dezembro, 1626Roma, 19 de abril, 1689) foi monarca da Suécia de 1632 a 1654. Era filha de Gustavo II Adolfo e de Maria Eleonora de Brandemburgo-Hohenzollern. Foi protetora das artes e mecenas de artistas escandinavos. Abdicou do trono sueco para converter-se ao catolicismo, enquanto os monarcas de seu país deveriam ser forçosamente protestantes. Deixou seu país e morreu em Roma aos 63 anos de idade. Em sua autobiografia, em 1681, Cristina escreveu: "Em minha opinião, as mulheres nunca devem reinar." Ela escreveu isto apesar de ter governado a Suécia por mais de duas décadas, com uma boa dose de sucesso. Pelos pensamentos, palavras e obras e pelos fatos que cercaram seu nascimento, juventude, maturidade e fim de vida, a trajetória da Rainha de Cristina - mais tarde conhecida como Maria Christina Alexandra ou Conde Dohna - que governou a Suécia por 22 anos, parece a mais inverossímil das histórias.

Cristina se tornou um exemplo a ser seguido para o movimento feminista e sua personalidade crossdressing é um ícone para a comunidade transexual. O rio Christina, em Delaware (Estados Unidos), recebeu este nome em sua homenagem. Nec falso nec alieno "Nada falso, nada artificial" era o lema da Rainha Cristina (1626-1689), feminista que estava adiante de seu tempo e procurou viver como pensava. Intelectual, mecenas das artes e interlocutora de Descartes. No dia 6 de junho de 1654, farta de vinte anos de reinado, abdicou solenemente em Upsala, em favor de seu primo Carlos Gustavo - que pretendia desposá-la - mudando o rumo da história, deletando a dinastia dos Vasa e assumindo, publicamente, seu amor pela Condessa Ebba Sparre. 
Christina ou Kristina, depois conhecida como Maria Christina Alexandra e, em certas ocasiões como Conde Dohna nasceu em 18 de dezembro de 1626 em Estocolmo, filha única de Gustavo Adolfo II da Suécia e de Maria Eleonora de Hohenzoller-Brandemburg. Eleonora sentia grande culpa por não haver dado ainda um herdeiro para o trono, depois de ter perdido dois bebês, sucessivamente. O nascimento da criança real, que desejavam ser um menino, ocorreu durante uma rara conjunção astral que trouxe muita expectativa. Os astrólogos previram que nasceria um menino com inteligência excepcional. O bebê era grande e tinha muito cabelo e os porta vozes informaram que havia nascido um príncipe, "enchendo o palácio com falsa alegria", como diria Cristina mais tarde. O Rei Gustavo não deu a menor importância e até fez uma espécie de piada, dizendo que a filha seria muito mais inteligente do que o normal, pois, ao nascer, já teria enganado toda a Corte. Cristina recebeu a educação de um herdeiro: idiomas estrangeiros, arte militar, política, ciências e equitação, na maioria das vezes usando roupas masculinas. Ainda criança, mostrava uma precocidade que impressionava Descartes, que foi seu preceptor. Gustavo Adolfo morreu na batalha de Lützen (Alemanha), em novembro de 1632.

Rei Cristina
Em fevereiro de 1633, o Parlamento declarou a jovem herdeira de 16 anos Rei da Suécia - o termo Rainha era usado para a esposa do monarca. Durante a minoridade, a Suécia foi governada pelo regente Axel Oxenstierna, mas Cristina freqüentava as sessões do Conselho de Estado, sem que nada escapasse de sua sensibilidade apurada. Ao completar 18 anos, começou seu reinado. E começou bem. Negociou um tratado de paz entre a Suécia e Dinamarca e, com grande empenho, ajudou a terminar a Guerra dos Trinta Anos, contra a vontade de Oxenstierna que preferia continuar a luta. Cristina, no entanto, queria a paz a qualquer custo e, portanto, enviou seu próprio delegado, Johan Adler Salvius. Pouco antes da celebração do acordo de paz, ela admitiu Salvius para o Conselho Nacional, contra a vontade do chanceler Oxenstierna e para espanto geral, pois Cristina queria a oposição à atual aristocracia. Em 1645, Cristina nomeou Baruch Nehamias de Castro de Hamburgo como o seu médico particular. A Paz de Werstfalia, em 1648, foi firmada em termos muito favoráveis à Suécia. A posse das duas margens do Mar Báltico torna o país a mais importante potência nórdica. Ela fez tanto sucesso que, a Dinamarca entregou as ilhas de Gotland e Ösel (hoje Saaremaa em Estónia) a Suécia, a Noruega perdeu os distritos de Jämtland e Härjedalen, que até hoje se mantém com a Suécia. Como tinha fina educação, Cristina entendia a necessidade da cultura, a importância de aprender. Distribuiu bolsas de estudo, comprou livros de toda a Europa, convidou pensadores, inclusive René Descartes, para que fixassem residência em Estocolmo.

A questão da sucessão
Ela sabia que era esperado dela para proporcionar um herdeiro para o trono sueco. Seu primo Carlos era apaixonado por ela, e eles ficaram noivos em segredo, antes que ele a deixou em 1642 para fazer o serviço militar por três anos na Alemanha. Cristina “revela em sua autobiografia que sentia “uma aversão intransponível para o casamento”, do mesmo modo, uma aversão intransponível para todas as coisas que falou sobre as fêmeas e fez”. Em 26 de fevereiro de 1649, Cristina tornou público que ela decidiu não se casar, mas queria que seu primo Carlos filho da Princesa Catarina da Suécia filha do Rei Carlos IX da Suécia como herdeiro ao trono. A nobreza se opôs a isso, outros três estados - clero, burgueses e camponeses - aceitaram. A coroação aconteceu em Outubro de 1650. Cristina foi para o castelo de Jacobsdal, hoje conhecido como Ulriksdal, onde ela entrou em um carro desenhado como um coração preto de veludo bordado em ouro, puxado por seis cavalos brancos. Cristina deixou o país no dia mesmo da coroação de seu sucessor, seu primo Carlos Gustavo X, em junho de 1654.
Cristina era considerada meio masculinizada, tinha grande interesse em aprimorar o intelecto e amava estudar. Não tinha interesse por moda e cuidados com cabelos e usava acessórios masculinos. Surgiram rumores sobre pretendentes, mas o objeto de seus suspiros era a Duquesa Ebba Sparre, ”bed fellow” e dama da Corte. Na gélida Suécia no século 17, dos candelabros e das sombras, era comum que pessoas do mesmo sexo compartilhassem a cama, apenas para se manterem aquecidas e confortáveis, mas a atração física de Cristina por Ebba ficou evidente nas cartas de amor que lhe escreveu. A abdicação causou o fim da dinastia de Vasa, que se extinguiu com ela, que morreu sem deixar herdeiros. O ato da Rainha chocou toda a Europa. As razões são discutidas até hoje, mas parece que havia uma forte aversão ao casamento. Seus conselheiros tentaram, sem sucesso, que aceitasse a proposta de casamento do primo, agora Rei.

Em Roma
Cristina foi acolhida em Roma pelo Papa Alexandre VII e lá permaneceu por muitos anos em meio a promoções culturais e conspirações políticas, vivendo de recursos que recebia da produção de suas terras na Suécia. Ajudou o papa Inocêncio XI na guerra contra os turcos. Em seu palácio em Roma, a ex-rainha tinha coleções de pinturas e esculturas de artistas famosos, e o local tornou-se ponto de encontro dos mais conhecidos intelectuais, compositores e músicos da época. Cristina, filha de um vencedor protestante da Guerra dos Trinta Anos, se converteu ao catolicismo e Roma tornou-se seu segundo lar. Começou a viajar por toda a Europa, visitou a França várias vezes. Era chamada “A Amazona”, por conta de suas roupas masculinas e seus modos bruscos. Mesmo depois de deixar o reinado, fazia manobras políticas e negociações na Polônia e em Nápoles, contando sempre com a cumplicidade de Cardeais. Quando o trono da Polônia ficou vago, em 1668, trabalhou pela sucessão, mas a perda das eleições na Polônia causou-lhe um baque. Resolveu dedicar-se as artes e fundou a Accademia Reale – hoje Accademia dell'Arcadia - para o estudo de literatura e filosofia.

Mecenas
Cristina foi grande apoiadora das artes e tinha uma coleção de telas com mulheres em poses eróticas. Construiu um teatro no local do convento Tor di Nona, substituindo os castrati por mulheres cantoras de opera. Escreveu livros e discutia com vários filósofos, entre outros, Blaise Pascal e René Descartes. Grande amiga de Alessandro Scarlatti sugeriu o tema para a opera Pompeo (1683) Patrocinou Arcangelo Corelli, maestro que dirigiu o concerto em honra de James, da Inglaterra. Escreveu uma autobiografia e ensaios sobre os bissexuais Alexandre, o Grande e Julio César. Mantinha correspondência com grandes intelectuais da Europa. A então Rainha Cristina e seu chanceler Axel Oxenstierna lançaram, em 1645 a publicação Post- och Inrikes Tidningar ou PoITen, relatório das despesas relativas ao financiamento da Guerra dos Trinta Ano - considerado o mais antigo jornal impresso em papel.

Bernini e Cristina
A última obra de Bernini foi um busto de Jesus como Salvator Mundi, em tamanho pouco maior que o natural e com a mão direita levantada em posição de bênção, encontrada no convento de São Sebastião Fora dos Muros, na Via Ápia antiga, em Roma. Bernini teria oferecido esta obra à rainha Cristina da Suécia, que a recusou, afirmando não ter nada tão precioso para retribuir tão bela oferta. Esta obra ficou perdida por muito tempo, só sendo redescoberta em 2001. Bernini morreu em 28 de novembro de 1680, em Roma e seu funeral foi na Basílica de Santa Maria Maggiore. Dois anos após sua morte, a rainha Cristina, que Bernini ajudara a homenagear em 1655, quando de sua conversão ao catolicismo e sua primeira visita a Roma, encomendou a Filippo Baldinucci que escrevesse sua biografia.

Mistério
Em 19 de abril de 1689, Cristina morreu em Roma aos 63 anos, após pequena enfermidade. Contrariando seu desejo, o Papa Inocêncio XII mandou realizar uma elaboradíssima cerimônia, com cortejo de cardeais, clérigos e noviços até a Basílica de São Pedro, onde está sua sepultura. É uma das 03 únicas mulheres ali enterradas. Segundo a biógrafa Linda Rapp, “o embaixador português Antonio Pimentel foi um de seus inúmeros amores masculinos e femininos. As especulações sobre a sexualidade de Cristina ainda estão bem presentes desde o dia em que, ao nascer, foi confundida com um menino. Existe a possibilidade de ela ter sido hermafrodita”. Em 1965, o corpo foi exumado e examinado. O esqueleto parecia ser de uma mulher, mas o tempo e a retirada das vísceras e de alguns órgãos internos prejudicaram as análises de laboratório. Linda Rapp acha que Cristina permanece um “mistério, na morte como na vida”.
Seu legado
Foi desastroso: após a abdicação, as mulheres foram excluídas da linha de sucessão - lei revogada somente em 1980, para admitir a princesa Victória como sucessora do atual rei Carlos Gustavo. Cristina inspirou inúmeras óperas, musicais, peças teatrais, livros e filmes.
Em 1933, 244 anos depois de sua morte, a história da Rainha Cristina recebeu um tratamento ficcional com as estrelas Greta Garbo (também sueca) e John Gilbert. Título original: "Queen Christina". Diretor: Rouben Mamoulian.
Em 1974, outro filme - "The Abdication". Baseado na peça de Ruth Wolff, foi produzido na Noruega com Liv Ulmann e Peter Finch - Swedish Film Production Warner Brothers e direção de Antonhy Harvey.
Pesquisa: Wiki e culturacd.blogspot.com/























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